Camisa 10 vira questão de honra no Inter para o segundo semestre

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Alan Patrick virou uma das questões para o segundo semestre

O Inter chega à parada da Copa do Mundo com algumas respostas para buscar antes da retomada do calendário. Entre ajustes táticos, disputa por posições e a tentativa de consolidar uma nova ideia de jogo, um dos principais temas internos envolve justamente um dos nomes mais experientes e identificados do elenco.

Alan Patrick, capitão e referência técnica do Colorado, perdeu protagonismo com Paulo Pezzolano e passou a viver um momento diferente dentro do Beira-Rio. Mesmo sem ser tratado como peça descartável, o meia deixou de ser titular absoluto em parte do primeiro semestre e agora tenta reencontrar espaço dentro de um modelo mais competitivo e menos dependente da criação individual.

Inter
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

A última partida antes da paralisação, contra o Bragantino, deu um sinal importante. Alan Patrick voltou a começar entre os titulares depois de quatro jogos sem iniciar uma partida pelo Brasileirão. A escolha indicou que Pezzolano ainda procura uma forma de encaixar o camisa 10 sem abrir mão do equilíbrio que o time passou a buscar nas rodadas anteriores.

Por que Alan Patrick perdeu espaço?

Os números mostram que Alan Patrick segue relevante. Na temporada, o meia soma 23 jogos, sendo 19 como titular, com cinco gols e cinco assistências. O problema não está apenas na produção individual, mas na mudança de comportamento coletivo do Internacional. Com dificuldades para transformar posse e criação em resultados, Pezzolano passou a apostar em uma equipe mais reativa, com maior proteção defensiva e mais velocidade nas transições.

Nesse novo cenário, jogadores com maior capacidade de recomposição ganharam espaço no meio-campo. A mudança ficou mais clara a partir do confronto contra o Santos, pela 7ª rodada, quando o Inter conquistou sua primeira vitória no campeonato e iniciou uma recuperação na tabela. O movimento coincidiu com a saída de Alan Patrick do time titular e com uma postura mais pragmática da equipe.

Alan Patrick
foto: Renan Mattos / Agencia RBS

Pezzolano ainda valoriza o capitão

Apesar da perda de espaço, não há indicação de ruptura entre treinador e jogador. Pelo contrário: internamente, Alan Patrick continua sendo visto como liderança de vestiário e referência fora de campo. Após o duelo contra o Bragantino, Pezzolano explicou a decisão de recolocar o meia entre os titulares e elogiou a postura do camisa 10 nos treinamentos.

“Alan Patrick estava treinando bem. Eu quem decidi tirá-lo. Tem muita qualidade. Conseguimos, mesmo não jogando bem, a bola atrás do volante. Ele tem trabalhado muito bem. É referência dentro e fora de campo e merecia”, afirmou o treinador.

O segundo semestre, portanto, será decisivo para definir o novo papel de Alan Patrick no Inter. O desafio de Pezzolano será encontrar um encaixe que preserve a qualidade técnica do capitão sem comprometer o modelo de jogo que ajudou o time a reagir. A resposta para essa questão pode influenciar diretamente o desenho do meio-campo colorado na sequência da temporada.