Inter bate o martelo e rejeita medida drástica contra crise financeira

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A direção do Inter tomou uma decisão importante nos bastidores para enfrentar a grave crise financeira do clube. Mesmo sem se manifestar publicamente, a gestão comandada por Alessandro Barcellos não pretende recorrer à recuperação judicial e trabalha com outros caminhos para reorganizar as contas coloradas.

A posição contraria uma das principais recomendações apresentadas pela Alvarez & Marsal. A consultoria foi contratada para elaborar um plano de reestruturação financeira e indicou o instrumento jurídico como uma das medidas necessárias diante do elevado endividamento do clube.

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Por que o Inter rejeitou a recuperação judicial?

A direção acredita que existem alternativas menos desgastantes para reorganizar as finanças. Internamente, o Conselho de Gestão avalia que um pedido de recuperação judicial poderia prejudicar a imagem institucional do Inter diante de credores, investidores, patrocinadores e agentes do mercado.

O próprio relatório da Alvarez & Marsal aponta que a recuperação judicial, de forma isolada, não seria suficiente para devolver o equilíbrio econômico ao clube. Segundo o estudo, o processo precisaria ser acompanhado por mudanças profundas na estrutura administrativa colorada.

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Quais medidas a consultoria recomendou ao Inter?

O plano prevê reforma estatutária, maior profissionalização da gestão e uma capitalização próxima de R$ 200 milhões. A proposta busca reduzir a influência política nas decisões administrativas, fortalecer imediatamente o caixa e criar condições para uma recuperação financeira sustentável.

Apesar da posição já definida pela atual gestão, o documento ainda será debatido pelo Conselho Deliberativo. Uma reunião específica deverá ocorrer até o fim de julho para apresentar as conclusões da consultoria e permitir que os conselheiros encaminhem recomendações à presidência.

A decisão final sobre a adoção das medidas continuará sob responsabilidade da administração de Alessandro Barcellos. Enquanto isso, o Colorado tenta encontrar alternativas para reduzir seu endividamento e recuperar a credibilidade no futebol brasileiro sem recorrer à solução mais drástica sugerida no relatório.

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