Bastidores do Inter: clube tentou penhorar CT em ação movida por Taison

Ricardo Duarte/ SCI

Clube tentou trocar bloqueio por garantia

O Inter voltou a ter um tema jurídico delicado exposto nos bastidores, envolvendo uma ação trabalhista movida por Taison. O caso chama atenção porque passa por valores bloqueados na Justiça e por uma tentativa do clube de apresentar uma garantia para destravar parte do processo.

Segundo o jornalista Lennon Haas, a gestão comandada por Alessandro Barcellos tentou indicar o CT Parque Gigante à penhora na ação movida pelo ex-atacante colorado. Taison cobra valores que, conforme a apuração, não teriam sido pagos em um acordo feito após sua saída do Internacional.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

A tentativa ocorreu depois de o Colorado ter valores bloqueados judicialmente. Em um documento anexado ao processo, assinado por advogados do clube, a defesa escreveu: “Visando manter a garantia do juízo, o reclamado indica o Parque Gigante à penhora”. A estratégia buscava substituir o bloqueio por uma garantia patrimonial.

Justiça recusou o pedido

No dia 27 de janeiro de 2026, o juiz do trabalho Diego Batista Cemin recusou a indicação feita pelo Inter. A decisão apontou que o bem apresentado já estava “gravado com diversas penhoras”, motivo pelo qual foi mantido o bloqueio anterior. Na prática, o CT Parque Gigante não foi aceito como garantia neste processo.

O caso ainda teve uma reviravolta anterior. Em um primeiro momento, o Internacional chegou a vencer a ação ao alegar que o prazo legal para a cobrança havia expirado. Taison, porém, recorreu, e o processo seguiu em andamento. A situação reforça um cenário de atenção nos bastidores jurídicos do clube e ganha repercussão no noticiário do futebol brasileiro.

Inter
Foto: Ricardo Duarte / Internacional