Vida financeira do Inter não está nada fácil: custo do futebol dispara e chega a R$ 20,6 milhões

Foto: Foto: Ricardo Duarte/Inter

O Inter voltou a ver os números do futebol chamarem atenção nos bastidores. Em meio a uma temporada de pressão financeira e cobrança por resultados, o custo mensal do departamento atingiu um novo patamar nos primeiros meses de 2026.

Conforme dados atualizados no Portal da Transparência colorado, o Internacional desembolsou, em média, R$ 20,6 milhões por mês entre janeiro e março com salários, encargos sociais, previdenciários e direitos de imagem de atletas profissionais e integrantes das comissões técnicas.

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O valor representa o maior nível da série recente para o período. Em 2025, a média havia sido de R$ 19,6 milhões mensais. Em 2024, ficou em R$ 19,8 milhões. Já em 2023, o custo era de R$ 13,9 milhões, enquanto em 2022 chegou a R$ 15,6 milhões.

Custo alto aumenta pressão sobre a gestão

Os dados incluem atletas com contrato profissional, categorias de base, futebol feminino e comissões técnicas. Ainda assim, mais de 90% da despesa está concentrada no elenco principal. O cálculo não considera logística, compra de direitos econômicos ou empréstimos de jogadores, que também pesam no orçamento do Colorado.

O problema é que o aumento dos gastos não veio acompanhado de evolução proporcional em campo. Depois de lutar contra o rebaixamento em 2025, o Inter aparece em 2026 apenas um ponto acima da zona de descenso, cenário que amplia a cobrança sobre a relação entre investimento e desempenho esportivo.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Na semana passada, Alessandro Barcellos afirmou que o crescimento das dívidas e dos custos no futebol exige readequação dos clubes para evitar um cenário de inviabilidade. O alerta ganha ainda mais força após a gestão apresentar ao Conselho Deliberativo um déficit de R$ 94,2 milhões nos quatro primeiros meses do ano, reforçando a necessidade de equilibrar competitividade e responsabilidade financeira no futebol brasileiro.