Inter amplia parceria com consultoria e busca alternativas para aliviar dívida

Alessandro Barcellos presidente do Internacional acompanha trabalho financeiro do clube
Foto: Jeff Botega / Agencia RBS

O Internacional entrou em uma nova etapa do trabalho de reorganização financeira com a Alvarez & Marsal (A&M), empresa de consultoria que já havia analisado a situação econômica do clube. Agora, a missão passa a ser encontrar alternativas de curto e médio prazo para aliviar o caixa colorado e administrar os compromissos financeiros.

A consultoria concluiu um estudo inicial sobre o cenário do Inter e apresentou possibilidades para reorganização das contas. O trabalho, que antes serviu para dimensionar o problema, agora avança para uma fase mais prática, com foco em soluções que possam ajudar a administração do clube.

Alessandro Barcellos presidente do Internacional acompanha trabalho financeiro do clube
Créditos: Ricardo Duarte/

Por que a Alvarez & Marsal voltou a atuar no Inter?

A A&M foi contratada novamente para auxiliar o Inter na busca por caminhos financeiros após apresentar um diagnóstico sobre a situação do clube. A nova etapa deixou de ter apenas caráter de análise e passou a trabalhar diretamente com alternativas para melhorar a capacidade de gestão dos débitos.

No primeiro estudo, a consultoria apontou a recuperação judicial como uma das principais possibilidades para reorganização financeira do Internacional. A alternativa foi considerada pela empresa como um caminho para estruturar as contas e, posteriormente, permitir uma possível transformação em SAF.

Além da recuperação judicial, o levantamento também avaliou outros mecanismos, como a recuperação extrajudicial e o Regime Centralizado de Execuções (RCE). Cada modelo possui características próprias e depende da avaliação do clube antes de qualquer decisão.

Foto: Cristiano Santos / IA

Quais soluções financeiras estão sendo avaliadas pelo clube?

O Inter busca alternativas para aumentar receitas, refinanciar compromissos e alongar o pagamento das dívidas. Entre as possibilidades analisadas está a criação de novos mecanismos de financiamento para dar mais fôlego ao caixa colorado.

Uma das opções estudadas envolve a emissão de um novo plano de debêntures ou uma operação semelhante. A diferença em relação à proposta anterior seria a tentativa de não utilizar o Beira-Rio como garantia, medida que já havia sido rejeitada pelo Conselho Deliberativo.

Outra alternativa avaliada é a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), modelo que poderia gerar uma entrada adicional de recursos utilizando receitas futuras como garantia, incluindo possibilidades relacionadas a associados e bilheteria.

O que muda para o Inter nesta nova fase do trabalho?

A principal mudança é que o foco agora está em ajudar a administração a enfrentar as necessidades mais imediatas do clube. Se a primeira etapa teve como objetivo apresentar um diagnóstico e indicar caminhos estruturais, a fase atual busca soluções práticas para o curto e médio prazo.

O trabalho da consultoria passa a auxiliar o Conselho de Gestão na avaliação de alternativas financeiras, mas nenhuma das possibilidades analisadas representa uma decisão definitiva do Internacional neste momento.

A direção colorada segue buscando formas de equilibrar as contas e criar condições para administrar os compromissos financeiros sem comprometer o planejamento do clube.

Mais informações sobre o Colorado podem ser acompanhadas em SC Inter.

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