Pior que 2016? Números acendem alerta máximo no Inter
O Internacional chega às dez rodadas finais do Brasileirão diante de um comparativo que…

O Internacional chega às dez rodadas finais do Brasileirão diante de um comparativo que aumenta ainda mais o peso da missão entregue a Eduardo Baptista. No mesmo estágio da competição, a situação colorada é mais delicada em pontos e posição do que aquela vivida em 2016, temporada que terminou com o único rebaixamento da história do clube.
A comparação não determina o que acontecerá em dezembro, mas ajuda a dimensionar o tamanho da reação necessária. O Inter atual entra na reta decisiva sem margem para uma sequência longa de tropeços e já começa essa corrida atrás de campanhas recentes em que também precisou lutar até o fim pela permanência.

Por que o Inter de 2026 está atrás do time de 2016?
Após 28 rodadas, o Inter atual tem dois pontos a menos e ocupa uma posição inferior à equipe que acabou rebaixada há dez anos. Em 2026, o Colorado soma 28 pontos, aparece em 18º lugar e registra aproximadamente 33% de aproveitamento. No mesmo momento de 2016, eram 30 pontos, 17ª colocação e 35,7% dos pontos conquistados.
O dado pesa porque aquele time conseguiu reagir nas dez partidas finais. Foram três vitórias, quatro empates e três derrotas, desempenho que rendeu mais 13 pontos. Mesmo com 43,3% de aproveitamento nesse trecho, o Inter terminou o campeonato com 43 pontos e não conseguiu evitar a queda.
A campanha de 2025 oferece outro contraste. Na temporada passada, o Colorado chegou às dez rodadas finais com 35 pontos e na 14ª posição, sete pontos acima da pontuação atual. A equipe ainda sofreu na reta final, somou apenas nove pontos e escapou do rebaixamento somente na última rodada, encerrando o torneio com 44.

Quanto o Inter precisa reagir nas últimas dez rodadas?
Eduardo Baptista terá de produzir uma arrancada superior à campanha que o clube apresenta até agora. O novo treinador assume justamente neste ponto crítico e estreia contra o Corinthians, no Beira-Rio, antes de enfrentar o Grêmio no Gre-Nal da rodada seguinte.
Os exemplos de 2016 e 2025 mostram também por que não existe uma pontuação mágica capaz de garantir a permanência. Em um ano, 43 pontos não bastaram; no outro, 44 foram suficientes. O corte de 2026 dependerá diretamente do desempenho dos concorrentes que também ocupam a parte de baixo da tabela.
Por isso, a comparação histórica funciona como alerta, não como sentença. O Inter de 2026 chega ao mesmo ponto da competição em situação pior do que o time que caiu em 2016, mas ainda possui dez partidas para escrever um final diferente. A margem, porém, está cada vez menor.
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