Paulo Pezzolano deve apostar na continuidade para o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Depois da boa resposta diante do Flamengo, o treinador tende a repetir a escalação do Inter e manter uma estratégia baseada em segurança defensiva, controle do meio-campo e velocidade nos contra-ataques.
A principal curiosidade está no setor ofensivo. Alan Patrick deve atuar mais adiantado e próximo de Carbonero, formando uma dupla diferente, sem um centroavante fixo. A ideia é aproveitar a qualidade do camisa 10 para encontrar os espaços deixados pelo Corinthians e acionar os jogadores mais rápidos.
A tendência é de que o Colorado comece com Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho, Alan Patrick e Bernabei; Carbonero.

Por que Pezzolano deve repetir a escalação do Inter?
O desempenho contra o Flamengo deu ao treinador argumentos para manter a formação. O time apresentou maior equilíbrio, protegeu melhor a defesa e conseguiu competir com mais organização, mesmo sem sustentar a vitória até o apito final.
Bruno Gomes é uma peça importante nesse funcionamento. Quando o Inter tem a bola, ele pode avançar pelo lado direito. Sem a posse, fecha por dentro e ajuda Mercado e Maripán, formando em alguns momentos uma linha com três defensores.
A escolha reduz um pouco a altura da equipe em comparação com outras alternativas, mas melhora a saída de bola. Félix Torres, além de possuir características diferentes, não pode enfrentar o Corinthians por pertencer ao clube paulista.

Como Alan Patrick e Carbonero podem jogar juntos no ataque?
Alan Patrick deverá funcionar como articulador avançado, enquanto Carbonero será a principal opção de velocidade. O camisa 10 não será um centroavante tradicional e terá liberdade para recuar, receber entre as linhas e lançar os companheiros nos espaços.
Carbonero poderá explorar as costas da defesa, enquanto Bernabei chega pelo lado esquerdo e Vitinho parte de uma posição mais recuada para participar das transições. A proposta é ter jogadores capazes de acelerar imediatamente após a recuperação da bola.
Bruno Henrique e Villagra também são fundamentais para a estratégia. A dupla oferece experiência, ajuda a controlar o ritmo da partida e tenta impedir que o Corinthians encontre Rodrigo Garro com liberdade na região central.

Qual estratégia o Inter deve usar contra o Corinthians?
O Colorado pode permitir a circulação de bola entre os defensores adversários e aumentar a pressão quando ela chegar ao meio-campo. Os times de Fernando Diniz costumam construir as jogadas desde a defesa, assumindo riscos para evitar os lançamentos longos.
Pezzolano poderá aproveitar essa característica para fechar os espaços por dentro e buscar roubadas de bola em regiões favoráveis ao contra-ataque. Foi um plano semelhante ao utilizado diante do Flamengo, quando o Inter priorizou compactação e transições rápidas.
A estratégia não significa abdicar completamente da posse ou atuar apenas recuado. Como o primeiro confronto será no Beira-Rio, o Colorado também precisará encontrar momentos para pressionar e construir uma vantagem antes da partida de volta.
A eliminatória será disputada em 180 minutos, mas um resultado positivo em Porto Alegre poderá diminuir a pressão para o duelo em São Paulo. Repetir a organização da última rodada e melhorar a eficiência ofensiva são os principais desafios do Inter neste novo capítulo da Copa do Brasil.
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