Inter muda jeito de jogar e Pezzolano dá arma para o rival
O Inter mudou uma característica que vinha apresentando suas melhores respostas ofensivas e acabou…

O Inter mudou uma característica que vinha apresentando suas melhores respostas ofensivas e acabou pagando caro no Gre-Nal 454. Na derrota por 3 a 1 e eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil, Paulo Pezzolano apostou em Sanabria como referência e tentou controlar a partida com maior posse de bola. A estratégia, porém, ofereceu justamente aquilo que o adversário precisava: espaço para acelerar nas costas da equipe colorada.
Nos jogos anteriores, o Inter havia mostrado melhor rendimento quando podia atacar em velocidade. Vitinho, Carbonero e Bernabei encontravam campo para escapar pelos lados, enquanto a equipe não precisava necessariamente controlar a posse para conseguir chegar ao gol.
Na Arena, a lógica mudou. Mesmo atuando fora de casa, o Colorado tentou assumir maior protagonismo, colocou Sanabria como centroavante e passou a trabalhar mais a bola no campo ofensivo. Ao perder a posse, entretanto, precisou correr para trás repetidamente e encontrou dificuldades para controlar as transições rápidas.

Inter entrega ao rival a arma que vinha utilizando
O problema ficou evidente especialmente no primeiro tempo. Com jogadores posicionados para atacar e maior preocupação em manter a bola, o Inter deixou espaços que passaram a ser explorados rapidamente após as recuperações de posse.
O segundo gol sofrido exemplificou a dificuldade. Aos 21 minutos, uma jogada em velocidade pelo lado esquerdo encontrou a defesa colorada correndo em direção ao próprio gol, e Carlos Vinícius recebeu dentro da área para ampliar.
Em apenas oito minutos, o Inter saiu de um clássico equilibrado para uma desvantagem de dois gols. A partir daquele momento, o plano inicial ficou ainda mais comprometido, porque a equipe passou a precisar atacar enquanto o adversário podia se proteger e explorar os espaços.
Velocidade de Vitinho, Carbonero e Bernabei perde força
A presença de Sanabria ofereceu ao Inter uma referência de área, mas também modificou a dinâmica ofensiva. Em vez de explorar principalmente as arrancadas de Vitinho, Carbonero e Bernabei em campo aberto, o Colorado encontrou uma defesa mais posicionada e teve dificuldades para transformar posse em oportunidades claras.
No segundo tempo, o Inter ficou mais tempo com a bola, mas novamente sofreu quando perdeu a posse. O terceiro gol, marcado aos 22 minutos, praticamente encerrou qualquer possibilidade de reação.
Vitinho ainda diminuiu aos 33, e Carbonero conseguiu criar uma grande oportunidade posteriormente, mas a resposta aconteceu tarde.

Inter terá de rever estratégia após eliminação
A derrota deixa uma questão para Pezzolano na sequência da temporada. O Inter possui jogadores especialmente perigosos quando encontram espaço para acelerar, mas tentou controlar um clássico fora de casa de uma maneira que reduziu essa característica e aumentou sua própria exposição defensiva.
Com a eliminação, o treinador terá de encontrar novamente o equilíbrio entre ter a bola e potencializar as principais armas do elenco. O próximo teste será domingo, contra o Santos, no Beira-Rio, agora com toda a pressão concentrada na luta pelo Brasileirão.
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