Inter toma decisão sobre recuperação judicial e revela plano para enfrentar dívidas
O Internacional respondeu oficialmente aos questionamentos apresentados pelo Conselho Fiscal e definiu sua posição…

O Internacional respondeu oficialmente aos questionamentos apresentados pelo Conselho Fiscal e definiu sua posição sobre a possibilidade de recorrer à recuperação judicial. Em um documento de cinco páginas, encaminhado nesta quinta-feira e assinado pelo presidente Alessandro Barcellos, a direção informou que a alternativa foi analisada, mas não é considerada necessária neste momento. A manifestação foi enviada seis dias depois do prazo estabelecido pelo órgão.
O Conselho Fiscal havia solicitado esclarecimentos sobre diferentes pontos da situação financeira do clube, incluindo os gastos realizados com cartões corporativos. Entre janeiro e maio, as despesas por esse meio chegaram a aproximadamente R$ 2,4 milhões.

Como o Inter explicou os R$ 2,4 milhões em cartões?
A direção afirma que os valores estão relacionados principalmente às operações do clube e não representam despesas individuais dos titulares dos cartões. Segundo a resposta enviada ao Conselho Fiscal, os gastos com hospedagem envolvem principalmente delegações e deslocamentos para competições, incluindo atletas, comissões técnicas, dirigentes e outros profissionais.
O Inter também explicou que despesas classificadas como alimentação, inclusive aquelas realizadas em Porto Alegre, englobam atividades esportivas e outras necessidades operacionais. Por isso, segundo a gestão, a classificação das despesas ou o cartão utilizado não significa que o valor tenha sido gasto individualmente pelo responsável pelo cartão.
A direção informou ainda que os dados completos sobre essas operações foram organizados e disponibilizados em uma ferramenta própria. O sistema permite consultar as informações e também identificar as pessoas que acessam o material.

Por que o Inter não pretende pedir recuperação judicial agora?
A recuperação judicial foi analisada, mas a direção decidiu priorizar outras medidas para tentar reorganizar as obrigações financeiras. No documento, o clube cita como prioridades a renegociação e o alongamento do passivo, a administração do fluxo de caixa, a captação de novos recursos, o aumento das receitas e a adequação das despesas.
A posição não significa que a recuperação judicial tenha sido descartada definitivamente. A resposta afirma apenas que, neste momento, o Conselho de Gestão busca equacionar as dívidas sem a necessidade de ingressar nesse tipo de processo.
O documento encerra uma etapa da cobrança iniciada pelo Conselho Fiscal, que havia estabelecido prazo de 15 dias para receber os esclarecimentos. Como a manifestação foi entregue seis dias depois desse limite, caberá agora ao órgão fiscalizador analisar as explicações apresentadas pela direção e avaliar os pontos levantados.
Com as finanças sob forte atenção interna, o Inter tenta avançar em alternativas para reorganizar suas obrigações enquanto mantém a recuperação judicial fora dos planos imediatos. A efetividade das medidas apresentadas, porém, ainda dependerá da capacidade do clube de melhorar o fluxo de caixa, ampliar receitas e renegociar seus compromissos.
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