Inter fica fora de ação no STF e aguarda programa financeiro
O Internacional adotou, ao menos por enquanto, um caminho diferente de parte dos clubes…

O Internacional adotou, ao menos por enquanto, um caminho diferente de parte dos clubes das Séries A e B na reação à medida do Governo Federal que encerrou a operação das bets. Segundo o jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), do UOL, o Colorado não aderiu ao movimento que pretende participar de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda a possibilidade de um programa de apoio financeiro ao futebol.
A informação ganha peso no momento em que o Inter enfrenta forte pressão de caixa. Recentemente, o clube revelou que precisa encontrar pelo menos R$ 140 milhões até o fim de 2026 para manter salários e compromissos financeiros em dia, cenário que aumenta a importância de qualquer alternativa de reestruturação de dívidas.

Por que o Inter ficou fora da movimentação no STF?
Segundo PVC, Internacional e Corinthians não aderiram porque aguardam a possibilidade de um programa de apoio financeiro. O comentarista afirmou que entre 18 e 19 clubes pretendiam ingressar como “amigos da corte” em uma ação da Associação Nacional de Jogos e Loterias, enquanto Inter, Corinthians, Palmeiras e Vasco estavam entre os que não participariam naquele momento.
PVC fez, porém, uma ressalva essencial: a possível ajuda ainda não está garantida. Ele comparou o projeto em discussão a uma espécie de novo Profut e citou a possibilidade de valores na casa de R$ 1 bilhão, sem afirmar que haverá liberação de recursos ou que esse montante seria destinado ao Internacional.

Quanto o programa financeiro poderia movimentar?
Em outra apuração, o UOL detalhou um projeto mais amplo que prevê uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs. Chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, o modelo seria de empréstimo, e não de perdão de dívida, permitindo a troca de débitos mais caros por financiamentos com juros menores vinculados ao BNDES.
Esse desenho prevê pagamento em até 20 anos, com dois anos de carência, e limita a utilização dos recursos. O dinheiro poderia ser usado para dívidas trabalhistas, direitos de imagem, débitos fiscais, empréstimos bancários, obrigações cíveis e investimentos na infraestrutura das categorias de base, mas não para contratar jogadores, pagar salários correntes ou custear o dia a dia do futebol.
Representantes do Internacional e do Corinthians participaram, segundo o UOL, de uma reunião com representantes do governo sobre esse plano. Ainda assim, não há confirmação pública de que o programa será aprovado nos moldes apresentados, nem de que o Inter terá acesso a determinado valor. Também não está estabelecido que o projeto citado por PVC, na faixa de R$ 1 bilhão, seja exatamente o mesmo programa de até R$ 20 bilhões detalhado em outra reportagem do veículo.
Para o Colorado, qualquer mecanismo de refinanciamento teria relevância em meio à necessidade de reorganizar suas obrigações e aliviar o fluxo de caixa. Até que haja uma medida formal, porém, o cenário permanece no campo das tratativas e possibilidades, enquanto o clube segue buscando alternativas próprias para atravessar os últimos meses de 2026.
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