Postura, protagonistas improváveis e controle emocional mudam o rumo do clássico e deixam recados para a sequência da temporada
O Inter entrou no Gre-Nal 449 como quem joga uma final. Pressão alta desde o apito inicial, ocupação territorial, intensidade e comando das ações, mesmo depois de sair atrás no placar. A equipe de Paulo Pezzolano não se perdeu, não acelerou no desespero e manteve o plano com frieza competitiva, virando o clássico para 4 a 2 diante de um Beira-Rio pulsando. Em jogo grande, venceu quem teve leitura, convicção e cabeça no lugar.
Entre os destaques, Carbonero foi um tormento constante pelo lado do campo. Vertical, agressivo, difícil de conter no mano a mano, foi um dos motores da reação colorada. Já Borré viveu a noite que todo centroavante espera: dois gols, confiança resgatada e peso de camisa aparecendo no momento decisivo. Clássico costuma mudar histórias, e para o colombiano, a bola na rede pode marcar o início de uma nova fase.

No meio, Paulinho fez partida de imposição, colando em Arthur e reduzindo espaços, enquanto Bernabei voltou a entregar força ofensiva, embora o sistema ainda peça ajustes na recomposição. A vitória, como diria Ibsen Pinheiro, arruma a casa: muda o ambiente, fortalece o trabalho e dá respaldo. Mas também deixa alertas. O Gre-Nal foi um passo sólido, não um ponto de chegada. O Gauchão segue aberto, a temporada é longa e o Inter sabe: ganhar clássico empolga, mas manter padrão e qualificar o elenco é o que sustenta ambição de título.

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