Paulo Pezzolano tomou uma decisão pouco comum nos minutos finais do empate por 0 a 0 entre Internacional e Atlético-MG, no Beira-Rio. Precisando de um gol, o treinador retirou Allan Patrick e colocou Juninho em campo. O detalhe é que o zagueiro não entrou para reforçar a defesa: foi utilizado como centroavante na tentativa de aumentar a presença colorada dentro da área.
A escolha chamou ainda mais atenção porque Alerrandro, centroavante de ofício, estava disponível no banco de reservas. Após a partida, Pezzolano explicou que a utilização de Juninho daquela maneira não surgiu de improviso e já havia sido trabalhada nos treinamentos para situações específicas nos minutos finais.

Por que Pezzolano colocou Juninho como centroavante?
A intenção era aproveitar o jogo aéreo do zagueiro nos últimos minutos. Segundo Pezzolano, Juninho já vinha sendo preparado para exercer essa função quando o Inter precisasse buscar um gol utilizando bolas levantadas para a área.
“Em muitos treinos o Juninho já trabalhou assim, já havíamos preparado ele para situações assim, nos últimos minutos, por causa da bola áerea. O objetivo era esse. E faltavam 3 ou 4 minutos, não era para jogar muito tempo assim”, justificou o treinador. A estratégia, porém, não conseguiu alterar o placar, e o Colorado terminou mais uma partida sem balançar as redes.
A decisão também ganha peso diante das dificuldades ofensivas apresentadas pelo Inter. Mesmo com um atacante disponível no banco, Pezzolano apostou na estatura e no jogo aéreo de Juninho para os instantes finais, aumentando a discussão sobre as alternativas encontradas pelo treinador para tentar melhorar a produção ofensiva da equipe no futebol brasileiro.

O que Pezzolano disse após mais um tropeço no Beira-Rio?
O treinador assumiu a responsabilidade pelo resultado e afirmou que já está trabalhando para recuperar a confiança da equipe. “Não consegui tirar mais deles (jogadores), então a responsabilidade é minha. Eles estão dando 100%. Vamos seguir trabalhando e tentar recuperar a confiança de que eles podem dar mais. Esse é o meu trabalho”, afirmou.
Com 25 pontos, o Inter permanece na 16ª colocação e ainda corre risco de retornar à zona de rebaixamento dependendo dos demais resultados da rodada. Pezzolano não escondeu a situação delicada e voltou a reconhecer que a falta de gols é um dos principais problemas da equipe.
“O que temos que fazer os outros também têm. Somos um time muito competitivo e consciente de que está faltando o gol, do que nos jogamos. Sem dúvida acreditamos. Sabemos que não vai ser fácil, mas estamos trabalhando pelo resultado”, disse.
Agora, o foco se volta para o Gre-Nal da próxima quinta-feira, pela Copa do Brasil, novamente no Beira-Rio. Pelo Campeonato Brasileiro, o compromisso seguinte será diante do Bahia, em Salvador, no domingo, dia 30. Para essa partida, Pezzolano não poderá contar com Bruno Gomes, Paulinho e Mercado, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
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