Siga

Pezzolano joga futuro no Inter enquanto direção discute alternativas

O Internacional entrou na semana pressionado dentro e fora de campo. Depois da derrota…

Por Cristiano Santos · 4 min de leitura
Seguir no Google Discover
Jovens da base do Inter ganham espaço no elenco de Paulo Pezzolano
Créditos: RIcardo Duarte
Publicidade

O Internacional entrou na semana pressionado dentro e fora de campo. Depois da derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio, o Colorado segue na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e tem apenas 12 partidas para tentar reagir. Nesse cenário, Paulo Pezzolano chega ao confronto com a Chapecoense, sábado, na Arena Condá, com o futuro no cargo novamente em discussão.

O elenco se reapresentou nesta terça-feira depois de um dia de folga e iniciou a preparação para o jogo em Chapecó. Na saída do CT Parque Gigante, jogadores e dirigentes foram cobrados por integrantes de torcidas organizadas. Para evitar problemas, os atletas deixaram o local com auxílio da Brigada Militar, em mais um sinal do aumento da pressão ao redor do clube.

Paulo Pezzolano técnico do Internacional durante partida contra o Remo pelo Brasileirão
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O jogo contra a Chapecoense pode definir Pezzolano?

A partida é considerada fundamental para a permanência de Pezzolano no comando colorado. Internamente, a necessidade de uma vitória ganhou ainda mais peso depois dos últimos resultados. Um novo tropeço pode tornar a pressão difícil de sustentar e levar a direção a discutir uma troca de treinador em plena reta final do Brasileirão.

Apesar disso, existem dirigentes que não consideram Pezzolano o principal responsável pela situação do Inter. Erros individuais têm peso nessa avaliação. A falha de Félix Torres no lance que originou o primeiro gol do Santos é citada como exemplo de problemas que, na visão de parte da direção, vão além das decisões tomadas pela comissão técnica.

Publicidade
Foto: Ricardo Duarte
Foto: Ricardo Duarte

Quais mudanças foram discutidas nos bastidores do Inter?

Nomes para o departamento de futebol e até para o comando técnico apareceram durante uma reunião política liderada por Alessandro Barcellos. O encontro contou, entre outros participantes, com os pré-candidatos José Alfredo Amarante, Roberto Melo e Leonardo Aquino. O presidente também expôs as dificuldades financeiras, o transfer ban imposto pela Fifa e os obstáculos para manter os salários do elenco em dia.

Publicidade

Uma das sugestões foi a entrada de Roberto Siegmann como vice-presidente de futebol, cargo que está vago desde o ano passado. Siegmann, por sua vez, teria sugerido Clemer para substituir Pezzolano. As alternativas, porém, estão longe de representar uma decisão da direção. Barcellos ouviu as propostas, mas não indicou que pretende adotá-las. Siegmann teve uma passagem curta pelo futebol colorado em 2011, enquanto Clemer não comanda uma equipe profissional desde 2018.

Fabinho Soldado também está sob pressão?

Sim. O executivo de futebol também passou a receber questionamentos internos, e a crise já envolve o departamento como um todo. O trabalho de Fabinho Soldado é avaliado em meio às contratações realizadas nas últimas janelas e à dificuldade de transformar o elenco montado em resultados dentro de campo.

Publicidade

Uma eventual saída de Pezzolano ainda criaria outro desafio para a direção. Com somente 12 rodadas restantes, o clube precisaria encontrar um treinador disposto a assumir uma equipe ameaçada pelo rebaixamento, impossibilitada de buscar reforços e cercada por dificuldades financeiras e políticas. Por isso, o duelo em Chapecó ganhou peso enorme: o Inter precisa encontrar uma resposta rapidamente antes que o calendário deixe ainda menos espaço para mudanças.

Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp.

Publicidade
#Alessandro BArcellos #brasileirao #Chapecoense #Clemer #Fabinho Soldado #inter #internacional #Paulo Pezzolano #rebaixamento evitado #roberto siegmann
Seguir no Google Discover