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“Trégua” até sábado: Inter chega a jogo que pode definir Pezzolano

O Internacional chega ao confronto com a Chapecoense vivendo um dos momentos mais delicados…

Por Cristiano Santos · 3 min de leitura
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Paulo Pezzolano durante trabalho no Internacional antes do jogo contra a Chapecoense
Ricardo Duarte / Inter/Divulgação
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O Internacional chega ao confronto com a Chapecoense vivendo um dos momentos mais delicados da temporada. Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e com apenas 12 partidas pela frente, o Colorado trata o duelo de sábado, na Arena Condá, como fundamental para iniciar uma reação. A pressão atinge jogadores, direção e comissão técnica, enquanto Paulo Pezzolano sabe que um novo resultado negativo pode tornar sua permanência ainda mais difícil.

O ambiente ficou ainda mais carregado depois da derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio. Pezzolano foi mantido pela direção, mas recebeu um voto de confiança que pode ser um dos últimos diante da necessidade urgente de resultados. Nos bastidores, o clube tenta preservar o trabalho até sábado e encontrar uma resposta antes que a situação no Brasileirão se torne ainda mais complicada.

Paulo Pezzolano fala após eliminação do Inter na Copa do Brasil
Foto: Divulgação

O jogo contra a Chapecoense pode definir o futuro de Pezzolano?

O confronto ganhou peso decisivo para a continuidade do treinador. A avaliação é de que uma vitória em Chapecó pode devolver confiança ao grupo e dar fôlego para Pezzolano seguir tentando recuperar o time. Outro tropeço, porém, aumentaria significativamente a pressão por uma mudança no comando técnico.

A direção também considera as dificuldades envolvidas em uma eventual substituição. Restam somente 12 jogos, o Inter está ameaçado pelo rebaixamento e qualquer novo treinador teria pouco tempo para trabalhar e assumiria uma equipe em meio a problemas esportivos, financeiros e políticos.

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Mesmo pressionado, Pezzolano ainda encontra respaldo em parte da direção. Há quem entenda que os problemas do time não estejam concentrados apenas no trabalho da comissão técnica e que erros individuais também tenham pesado nos últimos resultados. Ao mesmo tempo, possíveis alternativas para o cargo já começam a ser cogitadas nos bastidores, sem uma definição sobre mudança.

Torcida do Internacional no Beira-Rio durante partida do Campeonato Brasileiro
Foto: Ricardo Duarte / Internacional
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O que ficou acertado entre torcida e jogadores do Inter?

Representantes das organizadas aceitaram uma espécie de “trégua” até o confronto de sábado, esperando uma resposta dentro de campo. O entendimento ocorreu durante a reunião realizada no CT Parque Gigante, que contou com Fabinho Soldado, Abel Braga, Pezzolano e jogadores como Alan Patrick e Gabriel Mercado.

O encontro foi marcado por cobranças, mas ocorreu em tom amistoso. Segundo um torcedor presente, o elenco reconheceu a necessidade de melhorar. “Eles prometeram que vão se empenhar mais e não errar um passe de dois metros, como vem ocorrendo”, relatou.

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A reunião aconteceu depois de dias consecutivos de protestos. Os cuidados com a segurança foram reforçados e, após o encontro, os jogadores deixaram o CT em comboio acompanhado pela Brigada Militar, repetindo o procedimento adotado na véspera.

Agora, toda a mobilização aponta para a Arena Condá. O Inter precisa transformar cobranças, reuniões e promessas em resultado. Para Pezzolano, o sábado pode representar a oportunidade de ganhar sobrevida no cargo. Para o clube, vale algo ainda maior: começar a reagir enquanto ainda há tempo para escapar da zona de rebaixamento.

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