Em momento crítico, clube resgata ídolo para as duas rodadas finais — com presença inesperada de opositores e compromisso sem pedido financeiro.
Pressionado pela briga contra o rebaixamento no Brasileirão, o Internacional optou por uma solução de impacto: depois da demissão de Ramón Díaz, o clube anunciou o retorno de Abel Braga para dirigir a equipe nas últimas duas rodadas. A apresentação ocorreu no último domingo no Beira-Rio, quando o presidente Alessandro Barcellos revelou que Abel aceitou o desafio sem exigir remuneração para esse curto período — gesto que foi recebido com aplausos da torcida e da direção.
A volta do ídolo trouxe, além do simbolismo, um raro momento de conciliação interna: nomes ligados à oposição — Luiz Fernando Záchia e Roberto Melo — marcaram presença na cerimônia, assim como Gustavo Juchem, presidente do Conselho Deliberativo. A leitura da nova gestão é clara: unir o clube para maximizar a mobilização nas duas partidas que restam, já que duas vitórias garantem a permanência do Colorado na elite sem depender de resultados paralelos.

O calendário é curto e decisivo: a primeira partida sob o comando de Abel está marcada para quarta-feira, às 20h, contra o São Paulo, na Vila Belmiro. A mensagem é direta aos jogadores e à torcida — mobilização total, foco e sangue frio — porque, nas contas do Inter, cada ponto daqui para frente vale uma temporada inteira na Série A.

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