Realidade bate à porta e Inter liga sinal de alerta após tropeço no Beira-Rio

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Empate contra adversário mais qualificado expõe limites e levanta dúvidas sobre o restante da temporada

A empolgação colorada durou pouco. Depois de duas vitórias que deram fôlego — contra Santos e Chapecoense —, o Internacional voltou a encarar a sua realidade ao empatar com o São Paulo. Diante de um adversário mais organizado, o time de Paulo Pezzolano teve dificuldades claras e pouco produziu. Como destacou o jornalista Vaguinha, em sua coluna no GZH, “não jogou bem. Essa é a verdade”.

No primeiro tempo, até houve sinais de competitividade. O Inter marcou, correu e tentou se proteger. Mas futebol não perdoa erros de timing. Se antes o gol sofrido vinha cedo, desta vez ele apareceu no momento mais delicado: quando o jogo exigia controle e maturidade. E o time não teve nem um nem outro.

inter
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O problema, no entanto, vai além dos 90 minutos. Ele está no elenco. Limitado, curto, sem peças capazes de mudar o cenário quando o plano inicial falha. E foi exatamente o que aconteceu. Pezzolano demorou para agir. Mexeu tarde, hesitou quando precisava ser incisivo. A entrada de Carbonero, por exemplo, veio quando o adversário já estava confortável.

No lance decisivo, tudo isso ficou escancarado. Bola cruzada na área, indecisão, falha. O goleiro Anthoni, reserva, não conseguiu resolver. E quando a margem é mínima, qualquer erro custa caro. Mais do que um simples empate, o resultado escancara uma verdade incômoda: o Inter ainda luta para escapar da parte de baixo da tabela — e precisa fazer muito mais para mudar esse destino.

inter
Foto: Ricardo Duarte

Veja mais noticias do Internacional