Gre-Nal decepciona no Beira-Rio e escancara crise: “o pior em mais de 70 anos”

Pedro Ernesto Denardin. Foto divulgação

Clássico sem brilho reforça momento delicado de Inter e Grêmio na temporada

INTER: O Gre-Nal 452 disputado no Beira-Rio na noite deste sábado (11) entrou para a história — mas pelo motivo errado. Em meio a mais de 40 mil torcedores presentes, o clássico foi marcado por um futebol pobre, sem intensidade e com raríssimas chances claras de gol. A análise contundente vem de quem acompanha o duelo há décadas: “Eu nunca tinha assistido a um Gre-Nal tão ruim”, afirmou o observador, que vê o clássico desde 1950.

INTER
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Dentro de campo, o que se viu foi o reflexo de duas campanhas preocupantes. Internacional e Grêmio, longe de protagonizarem qualquer disputa na parte de cima da tabela, parecem ter como principal objetivo evitar o rebaixamento. O nível técnico baixo ficou evidente do início ao fim. Ninguém fez o suficiente para vencer. E o empate, no fim das contas, soou até justo — embora frustrante.

A situação é ainda mais alarmante quando se olha para a classificação. Ambos os rivais aparecem atrás do Vitória, um indicativo claro do momento turbulento. A postura em campo reforça esse cenário: times inseguros, errando fundamentos básicos e jogando com o peso de quem olha mais para baixo do que para cima na tabela.

Mudanças parecem distantes

Sem sinais claros de reação imediata, o sentimento que fica é de estagnação. Para o Internacional de Paulo Pezzolano, assim como para o rival, a esperança de dias melhores depende de mudanças profundas — algo que, hoje, não parece no horizonte. O Gre-Nal marcado por baixa qualidade técnica entra na lista das noites que o torcedor prefere esquecer.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional