Jogador entra em estado de alerta no Inter e “seca” acende preocupação no Beira-Rio

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Atacante colombiano vive jejum prolongado e números recentes aumentam pressão no Beira-Rio

Abril já avança com a temporada brasileira em ebulição, e no Inter o foco se divide entre Brasileirão e a largada iminente na Copa do Brasil. Dentro desse cenário, um nome chama atenção — e não exatamente pelo motivo esperado. Rafael Borré, principal aposta recente para o ataque colorado, atravessa um momento delicado que começa a incomodar até os mais pacientes nas arquibancadas.

O colombiano segue sendo participativo, brigador, presente em praticamente todos os jogos. Mas falta o principal: o gol. Já são 10 partidas sem balançar as redes, acumulando cerca de 760 minutos de seca. A última vez que comemorou foi ainda em fevereiro, na goleada sobre o Ypiranga, pelo Gauchão. Desde então, tentativas não faltaram — eficiência, sim.

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No Gre-Nal da 11ª rodada, a melhor chance do Inter saiu justamente dos pés de Borré. Dentro da área, finalizou bem, mas parou em grande defesa de Weverton. O 0 a 0 persistiu no placar, e o atacante deixou o campo mais uma vez sem marcar, aumentando a pressão em cima de seu desempenho.

A situação se agrava quando o recorte é o Brasileirão: apenas um gol em 11 jogos. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando já tinha três gols, a queda é evidente. Mesmo sendo o artilheiro do Inter na temporada, com seis gols somados, o dado escancara mais a limitação ofensiva coletiva do que propriamente um destaque individual. Sob comando de Paulo Pezzolano, o time tem o segundo pior ataque da competição, com apenas nove gols marcados — um problema que vai além de Borré, mas que passa inevitavelmente por ele.

Pressão cresce e resposta precisa ser imediata

A avaliação já começa a ganhar força nos bastidores e nas arquibancadas: o investimento feito ainda não se pagou dentro de campo. A entrega continua, a postura é inquestionável, mas o rendimento está abaixo. E no futebol, especialmente para um centroavante, a cobrança é simples e direta — colocar a bola na rede.

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Foto: Ricardo Duarte / Inter