Silêncio no Beira-Rio: Inter perde para o lanterna e escancara crise que ninguém mais reage

Foto: Ricardo Duarte

Derrota em casa expõe problemas antigos e levanta questionamentos sobre decisões de Pezzolano

O que mais assustou no Beira-Rio, neste domingo (19), não foi apenas a derrota do Inter para o lanterna Mirassol. Foi o silêncio. Mais de 30 mil torcedores deixaram o estádio sem protestos intensos, sem explosão. Apenas resignação. Como se o vexame fosse mais um capítulo previsível de uma rotina desgastante. E, de fato, tem sido.

O cenário é preocupante. O Inter já não se impõe dentro de casa e acumula uma campanha inaceitável diante da própria torcida. O time não reage, não convence e, pior, já não provoca nem indignação. A derrota para o Mirassol escancarou, mais uma vez, problemas que parecem não ter solução imediata. Quando havia um mínimo sinal de evolução, tudo voltou a ruir.

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Foto: Ricardo Duarte – Inter

As escolhas de Paulo Pezzolano aumentaram ainda mais o clima de perplexidade. O treinador promoveu mudanças difíceis de entender: Thiago Maia terminou atuando como lateral-direito, a equipe passou a ter dois centroavantes ao mesmo tempo e Tabata foi deslocado para a ponta. Um desenho confuso, sem lógica clara, que resultou em um time desorganizado dentro de campo.

Diante disso, o mínimo que se espera é um gesto do comando técnico. Pezzolano deve explicações — e desculpas — ao torcedor colorado, que abriu mão de uma manhã de domingo ensolarada para assistir a mais uma atuação decepcionante. Falta perspectiva. Falta reação. E o sentimento que cresce nas arquibancadas é perigoso: o de que 2026 já parece longo demais para quem só quer ver esse ciclo chegar ao fim.

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Foto: Ricardo Duarte