Inter Transforma Beira-Rio em “República de Núñez” com Figuras Icônicas do River Plate

Beira-Rio a casa de Gabriel Mercado, Lucas Alario, Rafael Borré (a caminho), Eduardo Coudet, Lucho González e Gustavo Grossi agora fazem parte do Internacional

Em uma surpreendente coincidência ou talvez um plano cósmico do futebol, o Internacional, em 2024, se tornou uma verdadeira “República de Núñez” ao contar com seis profissionais que deixaram sua marca no River Plate. Com jogadores como Gabriel Mercado, Lucas Alario e Rafael Borré (que deve chegar em julho), o técnico Eduardo Coudet, o auxiliar Lucho González e o gerente executivo das categorias de base, Gustavo Grossi, o Beira-Rio ganhou um toque argentino digno do Monumental de Núñez.

Beira-Rio em “República de Núñez”

Apesar de a direção do Inter negar qualquer inspiração específica no River Plate, é inegável a coincidência de ter tantos ex-Millonarios no clube. Gabriel Mercado já estava no Inter antes da “invasão” argentina, indicado por Diego Aguirre. Gustavo Grossi, por sua vez, foi contratado pela excelência de seus resultados na Argentina, contribuindo para a formação de talentos que passaram pelo River.

No entanto, a conexão mais direta com o River está associada ao técnico Eduardo Coudet. Além de trazer consigo o ex-companheiro de Núñez, Lucho González, Coudet esteve envolvido nas contratações e conversas com Lucas Alario e Rafael Borré. A relação de Coudet com o River não é apenas técnica, mas também emocional, sendo marcada por partidas intensas e memoráveis.

Historicamente, a relação entre Internacional e River Plate não era tão próxima, mas a presença de Coudet como técnico gerou uma ligação mais forte. Antes de D’Alessandro, a única ponte entre os clubes era o volante Salvador, que fez história em ambos nos anos 1950. D’Alessandro, por sua vez, desempenhou um papel crucial na aproximação entre as torcidas.

Diego Borinsky, estudioso da história do River Plate, destaca que, além das cores, os dois clubes compartilham a história de grandes esquadrões nos anos 1940, como La Máquina e o Rolo Compressor. No entanto, ele acredita que a semelhança atual é mais uma questão circunstancial, influenciada pelo estilo de jogo agressivo e pressionante de Coudet.

Para Borinsky, Coudet, que passou grande parte de sua carreira no River, tem um “carinho” especial por jogadores que tenham vestido a camisa do clube argentino. Sua profunda compreensão do River permite que ele indique reforços que saibam lidar com a pressão e as exigências do clube.

No caso de Alario e Borré, além do talento reconhecido, há também histórias marcantes. Coudet sofreu com ambos os atacantes em partidas importantes de sua carreira, o que adiciona uma camada extra de significado às suas chegadas ao Internacional.

O River Plate, sendo o último clube não brasileiro a conquistar a Libertadores, serve como referência futebolística para o Internacional. Ainda que a distância entre Beira-Rio e Monumental de Núñez seja considerável, a influência argentina no elenco colorado parece ser uma fórmula de sucesso.

Jogadores e Integrantes da República de Núñez no Internacional:

Gabriel Mercado: Jogou no River de 2013 a 2016, conquistando títulos como o argentino (2014), Libertadores (2015), Sul-Americana (2014) e Recopa (2015).

Lucas Alario: Esteve no River de 2015 a 2017, vencendo a Libertadores (2015), Recopa (2016) e duas vezes a Copa Argentina (2016 e 2017).

Rafael Borré: Atuou no River de 2017 a 2021, ganhando a Libertadores (2018), Recopa (2019), duas Supercopas Argentinas (2017 e 2019) e duas Copas da Argentina (2017 e 2019).

Eduardo Coudet: Jogou no River entre 2000 e 2004, sendo cinco vezes campeão argentino.

Lucho González: Teve passagens pelo River de 2002 a 2005 e depois de 2015 a 2016, conquistando dois títulos argentinos (2003 e 2004) e a Libertadores de 2015.

Gustavo Grossi: Trabalhou no River entre 2015 e 2020, comandando uma reformulação no processo de formação dos jogadores da base.