Inter bate meta financeira com venda de jogador

Foto: Ricardo Duarte

Negociação destrava cofres e muda panorama financeiro enquanto Pezzolano prepara reconstrução colorada

A temporada termina com o Inter longe das grandes noites continentais, mas um movimento decisivo no mercado recoloca o clube em rota de equilíbrio. A venda de Vitão ao Flamengo, negociação que envolve abatimento da dívida por Thiago Maia e pagamento imediato do restante, fará o Colorado superar a barreira dos R$ 160 milhões estipulada para 2025. O pacote pelo zagueiro gira em torno de 10 milhões de euros — algo próximo de R$ 65 milhões — e completa uma sequência de operações que compensa um ano marcado por eliminações precoces e luta até a última rodada para escapar do Z4.

Antes do acerto com o Rubro-Negro, o Inter já acumulava R$ 114,5 milhões em negociações. A saída de Luís Otávio para o Orlando City elevou o número para R$ 132,2 milhões, e o negócio com a MLS ainda pode render mais: o clube embolsará 90% dos valores, algo entre R$ 15,92 milhões e R$ 17,7 milhões, podendo chegar a R$ 19,4 milhões mediante metas. A projeção de disputar apenas torneios nacionais e regionais em 2026 — consequência direta da 16ª posição no Brasileirão — aumenta o peso dessas movimentações. Fôlego necessário para um elenco que será remodelado por Paulo Pezzolano sem Libertadores e sem Sul-Americana no horizonte.

Inter bate meta financeira com venda de jogador
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Mesmo com a meta batida, a situação não é simples. O clube se viu pressionado por atrasos na compra de Thiago Maia e no empréstimo de Carbonero ao Racing, além de enfrentar quatro ações movidas por Delcir Sonda, que somam R$ 60 milhões. A conta não para por aí: a Justiça determinou pagamento próximo de R$ 30 milhões a um empresário por causa da venda de Bruno Fuchs, enquanto a patrocinadora máster Alfa Bet deixou de quitar duas parcelas superiores a R$ 8 milhões, colocando em xeque uma parceria que deveria durar três anos.

Negócio feito, meta alcançada e um respiro importante. Mas o recado interno é direto: ainda falta organizar a casa para que o Inter não dependa de vendas urgentes para manter o ritmo — e esse é o desafio que Pezzolano e a direção levam para 2026.

Inter bate meta financeira com venda de jogador
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