Pezzolano tem dilema na lateral do Inter — e solução pode ser mais simples do que parece

Foto: Ricardo Duarte

Inter busca ajuste imediato para evitar erros e manter equilíbrio em confronto decisivo

A dor de cabeça na lateral do Inter esquerda voltou a rondar o Beira-Rio — e, desta vez, coloca Paulo Pezzolano diante de uma escolha que pode impactar diretamente o desempenho do time. Segundo análise do jornalista Pedro Ernesto Denardin, a solução pode estar longe de invenções mirabolantes: simplificar é o caminho mais seguro. Em um momento que pede respostas rápidas, inventar demais pode custar caro.

O exemplo recente vem do rival Grêmio, que optou pelo básico em situação semelhante. Após a grave lesão de Marlon, a decisão foi direta: colocar Pedrinho na lateral esquerda, sem improvisos complexos, mesmo diante de um adversário forte como o Palmeiras, fora de casa. Funcionou. E reforça uma máxima no futebol: quanto menos improviso, maior a chance de acerto.

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Foto: Ricardo Duarte

No Inter, o cenário é parecido — mas ainda indefinido. Sem um lateral-esquerdo de origem disponível, a alternativa mais lógica seria deslocar Carlos de Pena Aguirre para o setor. Não é a posição ideal, mas ele já atuou por ali e oferece alguma segurança. A ideia ganha força principalmente se Bruno Gomes for mantido em sua função habitual, onde apresenta rendimento consistente.

O alerta está dado: mexer demais pode desorganizar o que já funciona. Para um time que busca estabilidade, especialmente diante do Mirassol, a coerência pode ser o diferencial. Como resume Wianey Carlet, “quanto menor for a improvisação, muito melhor”. Agora, cabe a Pezzolano decidir se vai pelo caminho mais seguro — ou arriscar em busca de algo diferente.

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Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional