Pezzolano alcança marca simbólica no Inter e mudança começa a dar resultado

Foto: Ricardo Duarte / Inter,Divulgação

Treinador uruguaio supera início turbulento, ajusta rota e vive momento de afirmação no Beira-Rio

A trajetória de Paulo Pezzolano no Internacional acaba de ganhar um capítulo importante — e talvez decisivo. Contratado após a negativa de Tite, que optou pelo Cruzeiro, o uruguaio chegou ao Beira-Rio cercado de dúvidas. Livre no mercado depois de deixar o Watford, da Inglaterra, ele rapidamente implementou seu estilo. Ofensivo, agressivo, por vezes até ousado demais. O time respondeu no Gauchão, dominou adversários… mas o título escapou diante do Grêmio, em meio a polêmicas de arbitragem.

No Brasileirão, o roteiro mudou. O Inter passou a jogar bem, mas pecava — e muito — na frente. Chances criadas, gols desperdiçados, pontos deixados pelo caminho. Foi aí que Pezzolano mostrou algo além da proposta inicial: capacidade de leitura. Sem insistir no erro, o treinador recalculou a rota. Diminuiu a exposição, reorganizou o sistema e apostou em um modelo mais reativo. A virada de chave veio no duelo contra o Santos. Desde então, o Colorado não perdeu mais.

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Foto: Filipe Maciel / Internacional

E os números ajudam a explicar o momento. Em pouco mais de 100 dias de trabalho efetivo, iniciado em 3 de janeiro, Pezzolano já comandou o Inter em 20 partidas — desconsiderando dois jogos em que esteve ausente, com Pablo Fernández e Esteban Conde à frente da equipe. No recorte geral, são 10 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Mais do que isso: uma equipe que começa a ganhar identidade, ainda que em transformação.

Mudança de postura pode ser o trunfo para sequência da temporada

O cenário ainda exige ajustes, ninguém esconde. Mas o Inter de Pezzolano já não é o mesmo de semanas atrás. Menos exposto, mais competitivo — e, sobretudo, mais consciente de suas limitações. A marca atingida pelo uruguaio não é apenas numérica. Ela representa um processo em andamento. E, se mantiver essa evolução, o Colorado pode estar prestes a colher frutos mais consistentes ao longo da temporada.

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Foto: Ricardo Duarte / Internacional