“Pressão política derrubou tudo?” Caso Grossi expõe ferida aberta no Inter

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Comentário de Cristiano Munari levanta debate sobre política interna e revela impacto direto nas categorias de base do clube

A discussão sobre o futuro administrativo do Internacional ganhou mais um capítulo quente nesta sexta-feira (24). Durante participação na rádio Gaúcha, o jornalista Cristiano Munari foi direto ao ponto ao abordar o cenário político do clube — e não economizou nas palavras. Para ele, o modelo associativo já não oferece mais garantias de estabilidade, especialmente diante das recentes decisões envolvendo o Celeiro de Ases.

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Munari usou como exemplo a saída de Gustavo Grossi, ex-executivo das categorias de base, para ilustrar o que considera interferência política nociva. Segundo o comentarista, o argentino acabou sendo “expurgado” após forte pressão da oposição, o que teria resultado no desmanche de um projeto estruturado ao longo de três anos.

“Eu não acredito mais em clube associativo. Eu não acredito mais. E o caso do Grossi foi exatamente isso. O Grossi foi uma bandeira política do Barcellos no começo da campanha. O que que aconteceu? Muito por pressão da oposição, uma pressão enorme em cima do trabalho do Grossi. O Inter perdia por um jogo do sub-20: ‘Ah, vá o Grossi!’, não sei o quê. Foi pau e pau e pau e pau”, iniciou.

Na sequência, o jornalista criticou a postura da gestão ao ceder à pressão externa. Para ele, o maior problema não foi apenas a demissão, mas a ausência de um novo planejamento para a base colorada. “O objetivo não era avaliar o trabalho. Só que aí o erro da gestão foi aceitar a pressão, demitir o Grossi — e demitir o Grossi tu rompeu um projeto, um trabalho de três anos. Isso, depois da reeleição. Não se criou um novo projeto. Qual é o projeto de base do Inter hoje? Então, assim, tu só acabou com o projeto que tinha uma pressão política em cima e não criou nada novo”, completou.

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Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Debate que vai além do campo

A fala de Cristiano Munari reacende um debate sensível nos bastidores do Beira-Rio: o modelo de gestão. Em meio a um momento que exige decisões estratégicas, o impacto político nas áreas estruturais do clube levanta dúvidas sobre o caminho a seguir — e, principalmente, sobre a capacidade de manter projetos de longo prazo sem rupturas internas.

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