“Soberba cobra preço alto”: Inter tropeça feio no Beira-Rio e acende alerta máximo

Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS

Derrota inesperada para o lanterna escancara erros graves e levanta questionamentos sobre decisões recentes

O Internacional voltou a decepcionar seu torcedor no Beira-Rio ao perder por 2 a 1 para o Mirassol, em um resultado que soa como mais um duro golpe na temporada. Se antes Paulo Pezzolano havia sido exaltado por tirar o time do Z-4 com vitórias improváveis fora de casa, desta vez o roteiro foi outro — e a conta recai diretamente sobre suas escolhas. Com um elenco já limitado, qualquer decisão equivocada pesa ainda mais. E pesou.

As improvisações chamaram atenção negativamente. A escolha por Aguirre na lateral direita e a inversão de Bruno Gomes para o lado esquerdo desmontaram a estrutura da equipe. Aguirre teve atuação comprometida, com falhas tanto na defesa quanto no apoio, enquanto Bruno Gomes, deslocado de sua função, pouco contribuiu. Ficam as perguntas: por que não apostar em opções naturais da posição, como Alisson ou Allex? O Inter perdeu intensidade, organização e competitividade — e pagou caro por isso.

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Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS

A tentativa de propor o jogo também escancarou uma leitura equivocada. Pezzolano havia encontrado algum equilíbrio explorando o contra-ataque, mas abriu mão disso diante de um adversário fragilizado. Nem mesmo o contexto favorável — um Mirassol cansado após compromisso na altitude — foi suficiente. Quando as correções vieram, já no intervalo, o prejuízo estava feito. O time até reagiu, mas sem força para buscar algo maior.

Além das decisões táticas, os erros individuais voltaram a aparecer. Falhas decisivas, cruzamentos improdutivos e desatenção defensiva foram determinantes. Jogadores experientes, como Alan Patrick e Borré, passaram longe do desempenho esperado. O Inter entrou em campo como se a vitória fosse natural — e acabou punido. A derrota, sem exagero, entra na lista dos maiores fracassos do clube em 2026.