Inter vive tensão nos bastidores e eleição pode mudar tudo no Beira-Rio

Alessandro Barcellos. Foto: Camila Hermes

Clube entra em ano decisivo com pressão financeira e indefinições políticas que impactam o futuro

A temporada de 2026 já começou com peso nos bastidores do Internacional. Em seu último ano de gestão, o presidente Alessandro Barcellos encara um cenário delicado, com pressão crescente e dificuldades financeiras que já começam a interferir diretamente no planejamento do clube. A prioridade é clara: reduzir a dívida ao máximo antes de encerrar o mandato. Na prática, porém, isso tem exigido freios no futebol e decisões cada vez mais cautelosas no mercado.

Enquanto isso, o ambiente político segue longe de qualquer estabilidade. Nos corredores do Beira-Rio, a ideia de uma candidatura única chegou a ganhar força, tentando unir situação e oposição em torno de um nome de consenso. Giovanni Luigi foi cogitado, mas já deixou claro que não pretende entrar na disputa, frustrando os bastidores e praticamente enterrando a tentativa de acordo.

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Foto: Foto: Ricardo Duarte/Inter

Sem consenso, o caminho mais provável é de uma eleição aberta e disputada, com a decisão novamente nas mãos dos associados. O pleito, marcado para dezembro, já eleva a temperatura política dentro do clube e adiciona ainda mais incerteza a um momento que pede equilíbrio e planejamento.

Além do cenário político, o Inter confirmou mudanças importantes no processo eleitoral. A partir deste ano, será obrigatória a biometria facial para votação, sistema já utilizado no acesso ao estádio. O clube também definiu regras rígidas: o sócio precisa estar vinculado até 31 de dezembro de 2025, manter categoria com direito a voto e regularizar pendências financeiras até outubro de 2026. Em meio a cobranças internas e um futuro indefinido, Barcellos encara um dos períodos mais decisivos de sua gestão.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional