Ídolo eterno pode assumir o banco colorado em troca-troca inédita com Abelão
Porto Alegre – Abel Braga já tem o plano na cabeça para o Inter e não esconde de ninguém próximo: em 2026, ele pretende largar o terno de diretor esportivo e passar o apito para Andrés D’Alessandro. A ideia é simples e ousada: o treinador que segurou o Inter na Série A nas rodadas finais vira gestor, e o eterno capitão assume a prancheta. Por enquanto, é só desejo do Abelão, nada de papel assinado, nada de conversa avançada.
D’Ale ouviu a proposta diretamente do chefe, reconhece a dívida por Abel ter topado o fogo amigo no fim do Brasileiro, mas não bateu o martelo. O argentino já fez o curso de treinador pela AFA, tem licença na mão e sempre disse que sonha em dirigir algum clube. Só que começar logo no Beira-Rio, com a pressão nas alturas e o clube em reconstrução, ainda trava o ídolo. Ele prefere ganhar casca em outro lugar antes de voltar para casa como técnico.

Enquanto isso, a diretoria colorada corre contra o tempo. Terça e quarta são dias de reunião pesada para definir o organograma do futebol em 2025: quem fica na vice-presidência de futebol (hoje com José Olavo Bisol), quem segue como executivo (André Mazzuco) e, principalmente, quem senta na cadeira de treinador no ano que vem. Além do nome de D’Alessandro para o futuro, já circularam Odair Hellmann – preso ao Athletico-PR até junho com multa entre 3 e 4 milhões – e Thiago Carpini, que ficará livre depois do Juventude.

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