“Foi inacreditável”: O desabafo de Pezzolano após o Inter parar no Barradão

Pezzolano. Foto: Tomás Hammes

Colorado domina as ações, mas peca na hora de definir e acende o sinal de alerta no Brasileirão

O torcedor colorado assistiu a um roteiro cruel neste sábado. O Internacional controlou as ações, manteve a posse de bola no campo ofensivo, mas voltou de Salvador com uma amarga derrota por 2 a 0 para o Vitória, pela 17ª rodada do Brasileirão. O resultado no Barradão interrompeu uma sequência invicta de sete partidas que já durava mais de um mês. Com gols sofridos de Renê e Diego Tarzia, um em cada tempo, o Inter desperdiçou a chance de colar no pelotão de cima e agora vê a incômoda aproximação da zona de rebaixamento como uma realidade fria, estando a apenas três pontos do Corinthians.

Inter
Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Na coletiva pós-jogo, o técnico Paulo Pezzolano não escondeu a frustração com o desempenho ofensivo da equipe gaúcha. O comandante uruguaio reconheceu que o time baiano, empurrado pela torcida sob o comando de Jair Ventura, soube ser cirúrgico. — “Não fomos efetivos. Faltou efetividade, sem dúvida, mas fizemos tudo para levar um resultado positivo. Eles foram efetivos nas poucas oportunidades que tiveram e ganharam o jogo” —, avaliou o treinador, visivelmente incomodado com o preciosismo do ataque colorado em solo baiano.

Atuar no Barradão é historicamente uma tarefa complexa, e a atmosfera local pesou contra a estratégia colorada. Pezzolano destacou essa mística do adversário em seus domínios para tentar explicar o apagão nas finalizações. — “Sabemos que o Vitória aqui é muito forte. Todos os times que vêm aqui erram gols incríveis, e eles são muito efetivos, sabem jogar nesse ambiente. Eles são muito fortes em seu campo” —, comentou. O volume de jogo existiu, mas faltou o detalhe fundamental que separa a superioridade tática do placar real.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

A bola teimou em não entrar, deixando um sentimento de incredulidade no vestiário. O Inter martelou até o apito final, porém a falta de pontaria cobrou um preço alto demais. — “Hoje não entrou nenhuma (bola na rede). Foi inacreditável, passava perto do gol, mas não entrou. São jogos que acontecem. Uma pena, porque viemos buscar os três pontos. E se viu isso. Desde o início com essa maneira que jogamos, fizemos de tudo para ganhar o jogo” —, concluiu Pezzolano. Agora, o grupo tem a dura missão de juntar os cacos para enfrentar o Bragantino no dia 31 de maio, no último compromisso antes da pausa para a Copa do Mundo.